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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Alma de outono.

O calor fere a carne
e me aprisiona
mesmo que eu vista
apenas a pele.

A brisa quente aguça o desejo de fuga
desejo o frio ou a chuva.
Padecer de calor em casa
é como um amor não correspondido.

Mas meu amor
espero que entenda
Não tenho culpa
nasci com uma alma outono.

Prefiro quando o suor
é culpa do teu corpo.
E meus movimentos quentes
fluem sem anseio pelo fim.

Quando eu, entregue
obedeço os comandos
e tenho uma brisa fria
pra acalmar o calor que tu me dá.

Entenda
é tortura não poder
ser tua cama
nem travesseiro.

Meu amor
minha alma é de outono
nasci na primavera.
mas sou tua
no inverno ou verão.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Travou.

Vez em quando
O choro é travado
Pelo nó que bloqueia a garganta.
Mas nem sempre adianta
O choro acontece na alma

Mesmo sem existir nos olhos.

Por dois.

Quero teu colo
Quieto no silêncio.
Tua pele escura
acalmando a algazarra
da minha cabeça.
Quero a calmaria
que o seu olhar possui.
Minha alma anda ansiosa
Ando com medo,
Mas não saio do lugar.

Quero ouvir o som da sua vida
deitar no seu peito
e sentir o mundo fazer sentido.
Ou eu não ligar mais.
Pelo menos por um tempo.

Talvez por dois.