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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Meu homem.

Teus olhos negros
De lua cheia,
Iluminam meu coração.
O sorriso compassado
em meus ouvidos

Como música
De amor.
Vejo teu rosto
Lembro do gosto

Da boca doce.
Amo o breu do teu olhar
Me encanto com a luz 
Que eles transmitem.



Teu corpo
Sendo meu

Sendo um

Sendo nós.
Um corpo.

Tua respiração ofegante
Tem melodia calmante.
O corpo quente
Me faz tremer e gemer.

Me olha agora
Vem junto comigo!

Forte!

Fundo!

Meu homem.

domingo, 29 de junho de 2014

Uma noite.

Era inteligente e timidamente charmoso. Gostei da cor dos olhos, do tom da pele e do cheiro. Algo acontece em algum universo paralelo quando você olha nos olhos de alguém pela primeira vez. Quando olha de verdade, olha querendo achar alguma coisa ali. Eu olhei e vi olhos tristes, com um ar de segredo e eu quis desvendar todos aqueles segredos.
Todo o assunto fluiu bem, com uma sincronia daquelas que precisam ser feitas à mão e com delicadeza. Ele falava com uma voz doce de quem tinha toda a certeza do que estava falando e eu observava o rosto dele enquanto meus ouvidos eram massageados por aquela voz.
Em certo momento, pegou um cigarro, colocou na boca e fez uma cara de mal enquanto acendia. Nesse momento eu parei de falar e só observei, na verdade, parei até de pensar enquanto meu corpo acendia. Esticou o braço e me ofereceu um cigarro. Eu estava há uns seis meses sem fumar, achava aquela marca forte e eu nem estava com vontade, mas eu simplesmente não consegui negar.  Ele ofereceu e eu passei a querer.
Eu sorria imaginando qual seria o gosto da boca dele, se os lábios eram tão macios quanto aparentavam ser, se as mãos grandes eram firmes. A noite deveria ser quente, mas foi agradável e até aprendi como o mundo deveria girar. A lua estava cheia e grande e descobri que algumas pessoas viam algo dentro dela. Olhávamos
pra cima enquanto eu aprendia mais sobre o assunto. Eu vi delicadeza naquele olhar e fiquei com medo de provar aquela boca no meio da explicação.

Chegou a hora de ir, eu olhei no fundo daqueles olhos mais uma vez antes de virar as costas, e certamente o sol nasceu de forma linda em algum lugar. 

sábado, 30 de julho de 2011

As noites de insônia.

Eu vou é dormir mesmo, ele não vai falar comigo, o meu celular não vai tocar e eu realmente preciso desligar do mundo pra acabar não fazendo uma besteira. Porra, eu pagaria pra fazer uma besteira. "Alô, desculpa te perturbar, mas na frente da sua casa tem uma praça? Hum, então estou sentada aqui, em frente a sua casa, vem me ver?” Isso não seria legal...  Eu não quero escrever e não estou conseguindo ler nada, olha, eu estou com saudade. Tudo bem, problema meu, eu que não quero mais. E não estou querendo discutir, nem dar de maluca, mas eu estou com saudade! Não sei lidar com ela! Eu já dei vinte passos à frente, mas quando ela chega eu quero correr 100 pra trás. Correr como louca e jogar tudo isso pro alto, essa é a minha vontade. Mas eu vou dormir, amanha isso passa, amanha eu vou estar mais forte. Não vou conseguir dormir, eu sei, já estou nessa lenga-lenga de ir dormir a horas. Você não vai ligar, eu no seu lugar não ligaria pelo menos. Mas eu no seu lugar não faria um monte de coisas. Sono, por favor, já pode se manifestar, eu estou precisando desconectar minha cabeça. Acho que perdi meu celular, bem agora, merda! Quero ouvir sua voz. Não, não vou! Seja forte mulher! Ele me disse que eu estou fazendo tudo errado, que estou enfiando os pés pelas mãos. Eu já acho que estou protegendo as mãos, por que ficar dando murro em ponta de faca nunca é agradável. E eu me pego pensando naquele bico, aqueles lábios que quando juntos, não ficam completamente unidos, ainda formam uma brechinha, um pequeno espaço, lindo demais. Eu seria capaz de passar horas me perdendo e me encontrado nesse abismo. Procurando e tentando ver outros detalhes pra amar.
Mesmo juntos, não ficam completamente unidos... Assim como nós, quando erámos nós. Infelizmente as atuais atitudes não mudam as antigas, arrependimentos não reconstroem confianças quebradas. Uma hora ou outra o sono vem, daqui a pouco eu durmo. E acordarei pensando desse mesmo jeito, com saudade, quase te ligando, olhando fixamente pra sua foto e pensando: “ Porque você tinha que estragar tudo?”