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domingo, 5 de maio de 2013

Um pouco do teu amor.


Você diz que eu deveria agradecer a você por todo esse amor. Amor que você insiste em afirmar ser real. Confesso já ter acreditado no teu teatro, eu jurava que éramos pessoas de sorte pela pureza do nosso amor. O teu amor me trai e não me respeita, teu amor me ridiculariza na tua mesa de bar de confiança e eu apenas sinto que sou motivo de risos e compadecimentos. Eu te amo e essa realidade me causa vergonha. A dependência desse teu amor que me fere e castiga acaba sempre silenciando as minhas reclamações. Porque não importa onde você passe o dia, se o teu ponto de descanso for a minha cama eu vou tentar me convencer que você ainda tem algum tipo de consideração por mim.
Não poderia dizer que teu amor é totalmente ruim, meus olhos sempre otimistas, fazem questão de procurar e engrandecer suas qualidades, engrandecer o pouco de atenção e cuidado que recebo de volta. Olhos que valorizam qualidades e se fecham pras mentiras.
Teu amor já me feriu a carne, já me deixou com marcas do teu ciúme sem sentido. Teu amor ainda me faz sangrar por dentro. Confesso com culpa e o nojo de mim, que  monto uma cara de confiante e sempre duvido quando alguém vem me contar as aventurar do teu amor, sempre tão meu.
Você usa meu corpo como eu não estivesse ali, aliviasse sem se preocupar com as minhas vontades de mulher. Agarra-me enquanto dorme, me cheira, faz carinho e eu chego a me emocionar com a delicadeza.
O teu amor me diminuiu como mulher, cortou-me a independência e agora eu nem consigo ir embora. Na realidade, eu nem sei se quero... Já não me reconheço mais. Meu amor, teu suposto amor me destruiu, pegou minha auto estima e me devolveu como humilhação. Das vezes em que eu cheguei perto de desistir, teu amor desceu do altar e veio chorando jurando lealdade, lágrimas que sempre me amoleceram as pernas, calavam minha voz e criavam duvidas na minha certeza. Teu amor nunca mais me arrancou sorrisos. Teu amor não é mais meu.
Amor, eu preciso viver. Por favor, preciso que o teu amor me deixe em paz e deixe de amar.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Emocionalmente dependente.

Mesmo sabendo que você não vai ler, e que provavelmente eu queime essa merda assim que eu acabar de escrever... Eu preciso te dizer que essa saudade está me matando! Você, folha de papel que eu firo com a minha escrita forte e dolorida. Você me amor, que eu vejo aqui, nas minhas letras, palavras e pensamentos. Você que nem deve se lembrar de mim...
Chego a crer que você se assustaria ao saber o tamanho que esse sentimento ainda tem, que eu vejo seu rosto em todos os caras com quem me envolvo e que é você que eu sempre desejo na minha cama. Essa babaquice de amor está sendo muito real pra mim. Sempre foi. Eu me apaixonei por você assim que eu te vi e seguindo essa ordem, eu deveria me “desapaixonar” assim que você me deixou. Você não liga, não manda uma msg, nada! Será que eu não mereço um “oi”, assim pelos velhos tempos, pelas noites quentes e pelos dias frios... por nada?
Queria saber quem está fazendo seu Toddy cheio de frescura... Será que ela já sabe todas as suas frescuras de cor, assim como eu?
Não que fosse perfeita, mas eu te amei, decifrei e compreendi. Eu respeitei todas as suas limitações e coisinhas. Sempre acabo me perguntando se fui boa demais, se te amei demais... Eu deveria ter sido uma safada, ter mentido, saído escondido! Deveria ter ouvido as minhas amigas e transado com os seus!
Se eu tivesse ficado te perturbando com mensagens, te ligando pra sempre, tudo bem, você teria motivos pra sumir assim, mas eu não fiz isso.
Você não quis mais e eu aceitei. Chorei como nunca havia chorado, mas não pedi pra você ficar. Amor não se pede, não se implora.
Você foi e eu continuo aqui no mesmo lugar, bem aqui, encontrando rastros seus pelo meu quarto. A umas semanas, dentro de uma mala, eu achei sua cueca roxa de bolotas amarelas, como eu amo essa cueca. Você comprou pra me irritar, mas eu te achei lindo com ela. Eu quis chorar. Vesti sua camisa, a única que ainda tem seu cheiro, e voltei a me perguntar qual foi o exato momento que eu comecei a perder você. Eu não choro mais, só as vezes, quase nunca.
Estou me acostumando com essa situação de deficiência emocional que você me presenteou. Ando pela metade por ai, mas já consegui achar meu equilíbrio. Tenho meus momentos ruins, mas estou me achando, estou vivendo sem você.
Certamente, você deve pensar em mim em alguns momentos, deve sentir saudade, nem que seja com alivio. Sabe, é muito ruim ter necessidade de alguém que não se importa com você.