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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Caminho.

      Por mais que eu possa reclamar da vida, você acabou exercendo um papel bom sobre mim (se fizermos uma reviravolta no ponto de vista). Deu-me um exemplo vivo do tipo de pessoa que eu não quero ser, virou ponto de referencia e fonte motivação. Imagina se você não estivesse na minha vida? Eu correria o risco de me olhar no espelho daqui a uns anos e ver o teu reflexo. Credo! Isso seria uma coisa horrível. Vejo os teus passos e sigo por outro caminho e de preferencia um caminho que me leve pra bem longe.
     A nossa ligação é algo real e poderosa. Algo que me arremessa poderosamente contra o chão. Essa força já me manteve no chão, mas hoje eu já me encontro de pé. Ainda caio, mas o chão não é meu lugar.
     O amor que existe em mim cura a dor da tua agressão, minha alma filtra a magoa e vira poesia. Mesmo que demore.
     Você morreu e me matou, mas voltei das cinzas. Foi alguém com poder, ajudou-me a ser melhor, a fugir do caminho do sangue. E olha que eu já tinha te acusado de nunca ter me ensinado nada.
 Ajudou-me a não ser você.

Te agradeço.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Quase negros...


Estou sentada na sombra, sentada em baixo de uma arvore. O mundo parece mais fresquinho daqui. “Sombra e água fresca.” O dia está bonito, o céu está tão azul que chega a dar paz. Andei lendo uns textos antigos, textos de meses.
Eu posso dizer que mudei. Quem diria... Eu mudando. Sim, logo eu! Sempre achei que nunca mudaria. Eu e todo o resto também. Outro dia eu conheci um par de olhos quase negros, esses mesmo olhos que me servem tanto de inspiração. Eles me ensinaram umas coisas, uns jeitos e posições diferentes. Esses que eu aprendi a conhecer de tanto observar. E o dono dos olhos, que eu passei a conhecer por teimosia minha, por querer bem. Eu fui juntando muitos pedacinhos, gestos, olhares e frases. Eu conheci um homem incrível, de olhos lindos e alma encantadora.
Percebi que mudei, e agora?
Choro, agradeço ou entro em pânico? Lembro-me do primeiro texto que fiz. Lembro-me da vontade incrível de não fazer, mas aqueles olhos fizeram existir um texto em mim, então escrevi. Eu costumava ser durona, hoje eu estou tão boba e apaixonada. Escrevendo nos momentos de saudade e de felicidade.
Durante umas semanas eu me questionava “Como eu me deixar apaixonar? Onde errei?” Mas com o tempo eu percebi que eu não tinha muita escolha, aqueles olhos eram os olhos mais apaixonantes que eu já visto na vida. “Como alguém conseguiria não se apaixonar você?”
Eu me apaixonei sem sentir, tentei negar, mas já não conseguia resistir aqueles olhos quase negros.
Qual seria a graça de sentir se o dono dos olhos não puder saber?
Lembro da noite de lua cheia, lembro do inicio onde eu achava que seria só uma coisa boa e logo eu enjoaria, lembro quando me assustei por pensar nele antes de dormir.
Sim, eu mudei e ele nem sabe como eu era antes. Acho que sou melhor assim... Quase nem sinto vergonha de pagar esse tipo de paixão. Ele me faz feliz. Meu homem de quase dois metros, esse que parece um garotinho quando deita na minha barriga pra receber carinho.
Percebi que mudei... E agora?
Agora eu sinto saudade daqueles olhos e do barulho da risada. Saudade da cara de vergonha que me faz rir, do abraço do tamanho do mundo e que acalma meus medos. Saudade da infinidade de palavras que meus olhos me dizem em silêncio.
Percebi que mudei e estou feliz. Mudei e amo ser a primeira coisa que os olhos quase negros veem quando acordam.