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sábado, 16 de junho de 2012

Só pra saber se você queria ficar.


Eu quis te ligar, só pra dizer que eu estou sentindo um medo absurdo que você suma da minha vida, quis ligar só pra você me confirmar que quer ficar, pelo por enquanto. Eu quis ligar, eu liguei e você não atendeu, meu medo piorou. Meu medo piorou e eu não podia te explicar. Como te explicar? Eu não sei me explicar.
E eu fico olhando pro meu celular, eu fico esperando o barulhinho de sopro que faz meu coração disparar. Eu canso, a ansiedade me comprime e eu coloco o celular no mudo, tenho vontade de desliga-lo. Odeio ser aquela que fica olhando com esperança pra um celular, e odeio muito mais a necessidade repentina de ouvir sua voz. Odeio ser “a que precisa”, apesar de esporadicamente gostar da sensação. Agora eu quero ser precisada de volta.
Só quero que você apareça e me faça ficar normal de novo. Não quero saber por onde esteva, apesar do medo por achar que esteve com alguém. Quero que você apareça ainda hoje.
Na realidade, eu quero dormir, nunca tive coração pra lidar comigo e não é agora que eu deva te culpar. Eu acabei comigo, simples. 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Idéia fixa.

Meu corpo, meus músculos, minhas juntas... tudo em mim doí. Eu estou caindo de sono, estou a mais de 48 horas sem parar. Não consigo pensar. Preciso dormir.
Pronto, eu durmo, ou melhor, dormia. Porra, tem alguma coisa vibrando em baixo da minha cabeça.
-Alô?
-Oi, tava dormindo?
-Estava, sei lá, acho que ainda estou.
-Que isso, hoje é sexta, e você já esta dormindo, a uma hora dessa!
-Que horas são?
-Onze e meia.
Na minha cabeça, já eram no mínimo umas quatro horas de manha.
-E ai, vamos tomar alguma coisa?
-Não, estou cansada, muito mesmo, se não fosse isso, eu até iria.
-Não quer me ver? Ah esqueci que você não sente saudade.
-Sim quero te ver, mas não tenho físico pra levar dessa cama antes de 20 horas de sono bem dormidas.
-Vai me deixar sozinho?
-Estou com sono. E para de fazer drama.
-Vem dormir comigo!
-Vem me buscar?
-Não sei onde você mora, mas te espero ai perto, no bar de sempre. Que horas?
-Nenhuma, eu não sair de casa.
-Sabia que eu nem queria sair de casa hoje, sabia que meio mundo me chamou pra sair hoje e eu não fui? Mulheres, amigos e a porra toda? E eu to aqui te ligando e pra variar, você está me dizendo não, de novo.
-Rafael, para de drama!
-Esse jogo está uns 6x1 você, e eu estou perdendo de goleada.
-Não, nesse jogo, sempre sou eu que perco.
-hã?
-Nada.
-Se você sentisse saudade de mim, você viria.
-Não tente medir meus sentimentos.
-Você realmente não vem, né?
-Não. E que fique claro, não é por falta de vontade.
-Vou te deixar dormir. Beijo
-Beijo.
Eu rolei na cama durante uns 20 minutos, repensei toda a conversa. Senti o desejo me entupindo os poros, uma dor por ter te dito não, de novo. Disse não. Queria ter dito sim. Ainda quero. Mas não fui, nem vou. Não vou ser aquela que atende as ligações de madrugada e sai. Não vou ser a última opção pra ninguém, muito menos pra quem sempre foi a minha primeira. Ta chovendo muito e seria ótimo dormir com você. Seria péssimo esperar não ter ninguém na minha frente pra você poder me ligar.
Etão eu desisti de me arrepender, desisti de pensar em você e de como seria bom estar contigo e me foquei na minha dor na perna. No meu sono. Se antes eu precisaria dormir vinte horas, hora eu preciso dormir umas trinta.