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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Acaba dia, recomeça dia, eterniza dia.

Eu vejo um clarão na escuridão do teu olhar.
É hipnótico, quase não consigo me libertar.
Minhas palavras indomáveis, fogem de mim.
Não sei dizer, então calo por sabedoria.
O silêncio sempre diz mais do que deveria.

Cai num dia onde as horas se atrasam 
meu corpo tem pressa do por do sol.
Acaba dia, recomeça dia, eterniza dia.
Sol nascente da manhã que demorou a surgir.

O castigo foi discreto, quase nem notei,
mas o sono não veio e me deixou ali
Do lado de cá do abismo, quase sozinha.

E estando cá, até o que confortava incomoda
desconforto quase imaginário, ja que tudo é igual.

Tentei ir pro outro lado, mas dai do lado do silêncio.


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Meu homem.

Teus olhos negros
De lua cheia,
Iluminam meu coração.
O sorriso compassado
em meus ouvidos

Como música
De amor.
Vejo teu rosto
Lembro do gosto

Da boca doce.
Amo o breu do teu olhar
Me encanto com a luz 
Que eles transmitem.



Teu corpo
Sendo meu

Sendo um

Sendo nós.
Um corpo.

Tua respiração ofegante
Tem melodia calmante.
O corpo quente
Me faz tremer e gemer.

Me olha agora
Vem junto comigo!

Forte!

Fundo!

Meu homem.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

L.O.R

Eu me perdi pensando nos olhos quase negros
Olhos que me inspiram e dizem tanto
Mas de fato, deles nada sei.
Esse olhar que me acalma e devora
Mas não sei como me vê.
A boca que me fascina, de sábias palavras
Boca de beijo quente, que me perturba os sentidos
Carnuda e macia, que me tira o foco
Mas que nada me diz.
Meu corpo tem marcas deixadas por suas mãos de desejo
Que me apertam e me roubam um segundo de respiração
. Mãos fortes, maiores que as minhas
Tão hábeis, mas que nada me escreve.
Aquele corpo que tanto me diz
Que nada fala
E mesmo assim eu entendo quase tudo
. Musa não sabe ser poeta
Não domina o campo do dizer
Notar, engrandecer e criar.
Os olhos quase negros do homem que eu possuo
 chamo de meu por abuso
Pela posse da minha arte.
Que pelos meus olhos o fiz musa
E pelos olhos dele
que hoje eu escrevo
O homem que possuo não é de falar
apenas Lê, sorri, me abraça e beija.
|E grandes ficamos assim
tão pequenos em minhas palavras,
E para sempre envaidecidos em meus versos.