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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Nego rei.

Teu cheiro gruda na minha cama
deixa a marca dos dedos 
e da tua boca na minha pele. 
Meu corpo responde aos teus comandos de um jeito quase servil. 
Como se reconhecesse as digitais.
Quando esta dentro do meu corpo, exerce o papel de rei do meu mundo. 
Realeza que controla meus gemidos
a intensidade da minha respiração 
e escolhe minhas posições. 
Não tem pena de mim
Só para quando não aguento mais
Quando meu corpo treme 
E minhas unhas te ferem a pele.

Eu sou sua. Afirmo com tom
De quem poderia repetir.
Te envolvo no meu corpo
Rei desse corpo.
No meu ouvido te conto segredos
Das minhas vontades.
Revelo meus planos. 
Imploro pra que não saia de mim. 
Teus dentes mordem minha carne
E eu quero ser tua descoberta.
Arrumo e deito com teu travesseiro
Às nove eu era sua, às vinte e três
Sou mais.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Meu homem.

Teus olhos negros
De lua cheia,
Iluminam meu coração.
O sorriso compassado
em meus ouvidos

Como música
De amor.
Vejo teu rosto
Lembro do gosto

Da boca doce.
Amo o breu do teu olhar
Me encanto com a luz 
Que eles transmitem.



Teu corpo
Sendo meu

Sendo um

Sendo nós.
Um corpo.

Tua respiração ofegante
Tem melodia calmante.
O corpo quente
Me faz tremer e gemer.

Me olha agora
Vem junto comigo!

Forte!

Fundo!

Meu homem.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Inteiro

Os meus olhos refletem o meu desejo
Inquieto, indiscreto, insaciável.
Você passa e eu já quero te devorar inteiro
Secar-te os fluidos, marcar a pele.
Deixar meus gemidos eternizados no ar.
Lambuzar-me com teu gosto
Senti-lo preso na garganta.
Você passa e eu já quero que você me tome.
Dome.
Marque meu corpo e tire meu ar.
Me abuse, force a entrada
Eu não te nego.
Sou tua.
Te quero.
Não peça, me invada.
Eu sempre estou a te desejar em mim
Com força.
Sem pena.
Você me toca, meu corpo responde
Minha boca saliva e eu quero te engolir inteiro.
Fazer teu corpo tremer.
Me pega forte
Abafe meus gemidos e faça meu corpo virar do avesso.

Te quero agora só de te olhar.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Um presente

Venha para os meus braços
Vem assim, do jeito que estiver.
Eu cuido da sua barba
E massageio as suas costas.
Podemos acompanhar o sol se por
Ver a tarde virar noite
Enquanto sentimos nossas peles coladas.
Eu mexo no seu cabelo e estrago seu penteado.
Com meus carinhos,
Prometo tirar todo o seu gel.
Quero deitar ao seu lado em lenções brancos
Com movimentos calmos te faço transpirar,
E ofegantemente sussurrar meu nome.
Quando repouso minha cabeça sobre teu peito
Hipnotizo-me ouvindo seu coração bater.
O silencio se transforma em poesia
E eu durmo tão entregue em seus braços.
A noite vai virar dia
E eu te banharei antes de irmos.
Beijarei teu rosto, teus olhos
Amarei teu corpo.
Teu cheiro ficará preso em meus poros
E quando eu estiver sozinha em minha cama
Te sentirei comigo e a solidão não terá o mesmo gosto.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Encanto


Eu falo do encanto
De te olhar nos olhos
Sorrir de canto
Mostrando a maldade do meu desejo.
Do encanto do teu cheiro
Do gosto da tua mordida
O calor do teu peito deitado em minhas costas.

Eu falo do encanto do teu corpo
Do poder que tem sobre o meu.
Da leveza que me arrepia
Força que me marca.
O olhar que devora e acalma
Do sexo viciante.

Eu falo do encanto do sorriso bobo
Das nossas caretas
Da paixão que domina
E troca os sorrisos
Por respirações ofegantes e gemidos.
A beleza de ser um corpo.

Eu falo do encanto dos teus olhos quase negros
Da perfeita cor da tua pele
Do abraço que me aperta toda enquanto dorme
Do beijo na testa que respeita um corpo que é seu.
A inspiração que você me dá
E principalmente da minha sorte por ser tua.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Meu jogo, suas regras.

O dia foi de muito calor, o vento não soprava, o relógio não anda. O calor pinica, incomoda, parece minha consciência no momento. Me olho no espelho e me sinto idiota, vejo a forma que os meus amigos me olham e me sinto pior. Ninguém sabe tudo o que já aconteceu e ainda acontece, eu conto pequenas coisas, fatos costumeiros que eu já nem ligo mais, e com a distorção visual que esse sentimento me causou eu chego a achar que tudo é normal.
As vezes eu fico feliz, mas vezes que estamos juntos. Eu queria ser aquela que passa o final de semana junto, mas eu fico feliz em ser o sexo durante a semana, as vezes de manha e as vezes a noite. Eu brinco com seus cabelos desgranhados e tento imaginar uma relação, lhe faço carinhos e o escuto falar sobre as outras. E o que seria eu?
Esses encontros valem os meus dias e destroem as minhas noites, me corroem os sentidos com ciumes. Eu sou uma mulher, tente entender. Quem nunca passou por isso?
Quem nunca aceitou coisas fingindo que não se importa só pra poder estar com a sua paixão? Quem nunca engoliu ciumes a seco pra fazer um estilo de mulher moderna? Quem nunca aceitou foder quando queria amorzinho olho no olho? Quem nunca justificou os erros de um cafajeste com a suporta sinceridade dele?
Ninguém pode me julgar... Só eu. 
Eu ligo o ar do meu quarto e espero a temperatura descer. Deito e penso em tudo. 
Sei que sou mais que isso, mas também sei que preciso dele... daqueles olhos, mãos, cheiro e daquele senso de humor escroto. Os olhos me passam uma Inocência absurda, um olhar de "eu não fiz nada''. A cafajestagem  que faz e diz tudo. Até a barata que suja que sai de um bueiro sabe que ele não me quer. Eu mais do que ninguém sei que se ainda sou o sexo do meio da semana, é por que eu me encolhi e me fiz uma mulher mediócre pra caber na mão dele. 
Ocasionalmente eu me pego com ciumes e jogando indiretas pra mulheres que não teriam capacidade pra frequentar o meu ciclo de amigos, essas mesmas mulheres que não são pior que eu. Somos todas usadas, diminuídas e nos prestamos a esses papeis. Ele faz com que eu me sinta unica mesmo sem ser. Mesmo que seja só por umas horas.
Meu quarto já esta frio, eu me deixo e sinto o corpo relaxar, as lembranças vem como brisa suave com o seu perfume. Um sorriso vem no canto os meus quase ao mesmo tempo que meu cabelos são molhados pelas minhas lagrimas. 
O clima aqui ainda é frio é o relógio não anda, meu celular não toca... Mas eu ainda espero. 
Tão criança que sonha. Tão adolescente imatura. Tão mulher, mulherzinha idiota. 
Eu tenho que esperar, daqui a mais ou menos três dias ele liga, meu dia vai chegar e eu  preciso estar linda. .

domingo, 26 de agosto de 2012

Bom dia


Quando eu me deito numa cama que não é nossa, na cama que é só minha e o único vestígio do teu cheiro que ela tem esta na minha pele, eu sinto certo desconforto que não consigo explicar. Meu corpo sente a tua falta pelos poros, falta da sua pele junto da minha. Inicialmente eu rolo de um lado pro outro, tento achar uma posição e pego mais travesseiros, mas eu quero mesmo é deitar no teu braço quentinho e sentir teu peito nas minhas costas. Eu me lembro dos detalhes, dos pequenos e do jeito que eu me sinto assim que eu acordo e antes mesmo de abrir os olhos, eu sinto sua pele junto da minha. Nem sempre acordamos abraçados, mas sempre com alguma parte do corpo junta. Eu nunca canso de lembrar das coisas, minha mente ferve de lembranças e eu sorrio. Sorrio dos jeitos mais confortantes possíveis. Lembro-me de como gosto que você deite na minha barriga pra eu te fazer carinhos, tirar todos os seus cachinhos e ficar observando o quanto você é lindo. Ver televisão em silêncio de mãos dadas, deitada no meu peito e ouvindo sua barriga falar. O quarto frio fica quente, nossos corpos se aquecem meu corpo treme, teu corpo treme. Minhas unhas te deixam marcas, marcas do bem que bem que faz, de como me sinto viva e cada dia mais mulher, mais tua.
O tempo que passa rápido, tão veloz e implacável, se torna mais lento quando nos beijamos, quando sinto sua boca tão macia acariciando a minha, nossas mãos entrelaçadas sempre com um singelo carinho, um conforto.
Tento te explicar como me sinto feliz e a forma como me acalma e faz meu coração bater no compasso, sem pressa. Você me faz cocegas e sorrio tão feliz, tão entregue.
Meu corpo esta cansado, mas minha mente esta em paz, tão calma e leve. Visto tua blusa e agarro meu travesseiro, e com todo o carinho eu imagino o seu cheiro, lembro do teu semblante calmo quando dorme e dos teus olhos quase negros que tanto me acalmam.
Agora eu durmo, durmo com meu corpo ainda em brasas pelo teu calor que ainda queima em mim. Dormirei de forma mansa, mas ainda sentindo sua falta na cama, sentindo falta do amor que foi feito, mas ainda tenho marcas no corpo pra manter a chama viva. Durmo porque daqui a pouco você acorda e eu ou acabar acordando também. Acordar pra dormir de novo, mas agora com a paz que o teu “Boa noite” me trás. 

sábado, 26 de maio de 2012

Não tenho um titulo pra esse.


Eu disse que os meus olhos ardiam, deve ser por que chorei grande parte da noite. Não te culpei em momento algum, mas senti muito a sua falta. Não consegui direito me livrar do medo e da culpa, culpa que eu mesma coloquei em mim. Chorei baixinho, alto e até de soluçar, chorei escondido embaixo do travesseiro. Chorei sim, mas sem aceitar as lagrimas. Eu comecei a me culpar por ter deixado as coisas chegarem a esse ponto (Fazia tempo que eu não chorava por medo de perder alguém.), mas como alguém conseguiria te conhecer sem se apaixonar por você?
Eu comecei sem medo, achando que ia saber lidar. Às vezes eu consigo até acreditar que eu sou forte. A brincadeira ficou seria e eu não consegui mais desder do brinquedo.
Meus olhos ardem e minha cabeça doí de tanto chorar, eu ousaria supor, se é que essas lágrimas eram reais, mas não foi por causa de você. Você só me arranca suspiros e sorrisos. Você me faz rir igual uma boba, sem motivo algum, me deixa feliz.
Mas meu destino brinca de contar sempre a mesma história, brinca de rir de mim. Destino assombrado e repetido.
É bom pensar em você, desejar você e contar os dias pra poder estar nos seus braços. Você é o homem mais incrível que eu já conheci!  Caso seja necessário, não sei de que forma vou te arrancar da minha rotina, principalmente, por que eu não quero tirar você de lugar nenhum.
Gosto de ser sua... Puta ou não. Quando eu estou presa nos teus braços eu me sinto segura.
Não sei ao certo como as coisas serão daqui pra frente, tenho medo de pensar. Mas sei que vou me acostumaria, nunca permitira que o meu verão ressecasse o seu jardim, mas confesso preferir me acostumar a deitar debaixo de todos os planetas com você.
Ontem eu queria devorar sua presença, te queria ao alcance das mãos, braços e pernas. Ontem que queria ser sua de todos os jeitos. E hoje eu continuo desejando te olhar nos olhos e sentir sua pelo suada na minha.
Gostaria de não ter inseguranças pra ter vontade de escrever isso, não queria achar que tenho motivo pra isso, mesmo sem ter ou tendo. Acho que nunca tinha sido tocada da força como você me tocou, você cativou algo em mim.
“Eu não sei ele sabe o que fez, quando fez o meu peito cantar outra vez.” – Chico B.
Preciso me conter e acalmar essa vontade que eu sinto de te fazer feliz, de espalhar sorrisos pelos seus dias e encher a sua vida de poesia, te tocar do jeito mais lindo. Entregar-te meus versos, tão seus. De te mostrar que você é realmente um homem incrível, bem do jeito que eu te vejo, mesmo com meus olhos ardendo.  Não sei o que pensar, já que muito tempo não tivemos e eu me encontro assim, te desejando de tantas formas. Dizem que essas coisas não precisam de tempo exato pra acontecer, mas de qualquer forma, peço desculpa pelos meus excessos, pela intensidade que me escapa pelos dedos, não sei controlar.
Perto de você, meu corpo fica agitado e eu tenho vontade de te rasgar e devorar inteiro, te resumir a um corpo exausto, e eu do seu lado, tão satisfeita e feliz.
As vontades são igualmente intensas, e algumas tão urgentes.
A de te fazer rir, de desafiar teu ego, de te engrandecer, de sentir teus diferentes perfumes, mas todos sempre tão seus. Das caras de doido que faz quando esta pensando em algo.  O desejo de ver a cor dos seus olhos de acordo com a iluminação. De sentir suas mãos me dominarem e desfalecer de prazer nos teus braços, de tremer sem controle com seu corpo pesando nas minhas costas, de ver suas caras, suas mordidas de lábio enquanto eu controlo por cima, te fazendo e sentindo você tremer. Do mesmo jeito que eu desejo dormir e acordar no seu peito, de te dar beijo de bom dia e te esquentar com meu corpo, mesmo as minhas mãos e meus pés sendo frios.
Eu te desejo tanto, e assim de muitas formas. Meus olhos ardem e minha cabeça doi. Sinto-me frágil assim, tão sua.
E por fim peço desculpas, minhas sinceras desculpas. Não queria ser intensa assim, mas não sei ser de outra forma, te entupo de textos, pra te dizer as coisas que sinto. Mais um texto seu, nosso ou de todos. Acho que não sei me expressar bem por outro meio.
Sou alguém que sente demais, e ainda não saber ser tudo aquilo que é.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Te permito


Nunca gostei de ser usada por ninguém
Nunca admiti.
Mas você chega e me usa
usa meu corpo e eu adoro.
e até peço mais...
mais forte
mais fundo.
Você usa como se fosse seu
e ele reponde com aprovaçao
te desejando mais.
A gente se usa
Goza
Fuma junto
E sorri.
Te faço carinho 
Me sinto bem.
O dia chega 
E eu nao tenho vontade de ir.
Você usa meu corpo.
Dele tomou posse.
Eu gosto de te satisfazer
me sentir mulherzinha
Mulherão
Sua, puta.
Pequena e tremula.
Exausta.
Eu gosto, admito
Te permito... Tens o passe livre do meu corpo.
Gosto de você.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quinta e ultima carta

Essa você vai ler na minha frente, quero ver todas as suas caras.
Meu amor, eu preciso dos teus olhos
das tuas mãos que me auxiliam
do teu cheiro que entranha em tudo que é meu.
Preciso do teu eu, pra que minha poesia fique completa
do cheiro dos teus travesseiros, do seu xixi de porta aberta.
Necessito da sua compulsão em arrumar tudo o que é meu,
 da sua habilidade de podar todos os meus excessos.
Esse teu sorriso que deixa meu espirito calmo,
que faz de mim menos “muito louca”.
Já consigo me imaginar sentada na sua frente, nervosa, como se esse fosse nosso primeiro encontro. Te devorando inteiro, sem fazer a menor força pra disfarçar. Nessa hora, bem agora, você vai morder o lábio inferior, fazendo aquela cara que adoro. Você vai rir pra mim e eu vou rir de você. Nessas cinco semanas, eu percebi que eu posso viver sem você, que eu consigo; Mas sem você a minha vida não é minha, nada fica completo, eu não fico feliz. Eu ficaria só existindo, escrevendo saudades, utilizando suas palavras em meus papeis, sendo sua sem você ser meu.
 Olha só você, tão lindo. Meu anjo ajudador.
Quero grudar em você como uma sanguessuga as avessas, eu vou grudar e te passar todo meu amor, te passar meu sangue, minha vida. Quero te ajudar até nas organizações, quero fazer amor, sexo, mimimizinho, transar, meter, foder contigo em todos os lugares dessa casa, começando bem ai, onde você está sentado. Preciso te olhar nos olhos e deixar você ver o quanto eu sou sua. Não um "ser sua" da boca pra fora, mas um ser sua, de realmente ser um todo, dependente de você.
Eu quis um tempo pra mim, eu fui a busca que algo que me faltava e eu encontrei, curti, me esbaldei com a solidão. Mas sem você, até a companhia da solidão na solidão é chata. Você é meu melhor parceiro de solidão, de multidão... Meu melhor parceiro de vida. Olha pra mim, eu te amo tanto. Cada parte desse corpo está vibrando por estar tão perto de você.
E de tanto pensar em você, descobri que você é perfeito, por que minhas qualidades completam seus defeitos e as suas qualidades completam os meus. Somos perfeitos por que nos fazemos perfeitos. És perfeito por que habitas em mim, e o ato de ser tua moradia, cativa a perfeição em mim.
Deixa essa carta pra lá e vem pra mim
vem voltar pra tua casa,
 vem ser rei dentro de mim.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Terceira carta

Oi amor, terceira carta, três semanas. Essa semana foi normal, não escrevi nada, essa carta é a primeira coisa que escrevo em sete dias. Tenho sentido muito a sua falta, isso não deve ser novidade, já que na ultima carta, eu só falei disso. Eu estou feliz, menos que antes, mas muito feliz. Cada dia que passa, eu sinto mais saudade, e quanto mais essa saudade cresce, mais a minha felicidade diminui. Minha cama está cada dia maior, ao todo ela já está com dez travesseiros (é, eu comprei mais alguns), mas nada que eu coloque nela, consegue chegar perto de suprir a falta que você faz. Não vou dizer que esta sendo diferente do que eu imaginava, mas confesso que está pior.
 Eu pensei em sexo a semana toda, no nosso sexo, cada dia que passa fica pior. Tenho lido muito, meus pensamentos estão cada vez mais eróticos, então tenho lido pra ver se me distraio um pouco. Quero que fique claro que eu não fiz nada, estou me guardando total pra você, me guardando pra quando eu voltar. Eu poderia te contar os sonhos que tenho tido, alguns que me deram ideias novas, te contar como o meu corpo tem clamado por você, de um jeito que a muito tempo não acontece. E principalmente que estou disposta a te satisfazer de todas as formas possíveis. Mas eu não vou te contar não, não quero ereções desperdiçadas, quero todas só pra mim! Essa semana não aconteceu nada de interessante, meu joelho ainda está um pouco roxo e eu resolvi dar um jeito nessa casa, nossa, isso aqui estava uma verdadeira bagunça. Ouvi muitas musicas, dancei, pulei e sorri.  Sempre quando faço essas loucuras, sei que você vai estar me olhando e rindo, de algum canto, com aquela cada de “Eu te amo tanto, sua louca”. Meu Deus, como eu sinto falta dos teus olhares, sempre tão expressivos, sempre me dizendo alguma coisa, me olhando de um jeito lindo. Sinto falta de ser observada, de ser vista por você. Esse semana, eu tenho me sentido muito linda, muito sexy. Andei de calcinha quase que o tempo todo, desfilei pra você, mesmo sem você estar aqui. Até dançar eu dancei, dancei pra você, me sentindo sua.
Como eu tenho sentido sua falta... Você já deve estar de saco cheio disso. Mas eu te amo, amo muito, sei que você já sabe, e que depois desses anos que estamos juntos, eu já disse isso milhares de vezes, de jeitos, formas e em lugares diferentes.
Essa semana eu comi mal, não tenho tido fome, acho que até emagreci um pouco (estranho, por que achei que fosse engordar), quase pintei meu cabelo de vermelho, quase fiz uma tatuagem... Não precisa fazer cara, ainda não fiz, ainda não... Na realidade, não sei nem se vou fazer. 
Vou escrever um conto erótico, pra eu ler pra você quando eu voltar. Preciso colocar essa energia toda pra fora. Eu poderia te mandar junto com a próxima carta, mas não o farei, já disse que quero todas as suas ereções só pra mim.
Te amo, te quero e te desejo cada vez mais.
Adriana, sua mulher.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Primeira carta.

Vinícius,
Depois eu resolvi acabar com tudo, confesso que de certo modo, eu fiquei mais feliz. Não por não viver mais com você, mas por estar vivendo algo realmente novo. Acordar a hora que quero, não precisar fazer café, comer o que eu quiser, não ter que brigar pra poder assistir programas femininos na Discovery H&H. Eu não fazia ideia de como seria bom não ter ninguém pra interromper o meu silêncio, pra desmarcar meus livros. Nunca tinha sido tão livre assim. Antes de você tinha os amigos com quem eu dividia um apê e antes deles, tinham os meus pais. Eu não acho mais toalhas molhadas em cima da minha cama, nem roupas espalhadas pela casa. E agora, eu posso sair espalhando livros e papeis pela MINHA casa. Posso passar quatro horas escrevendo um texto sem ninguém gritando gol, xingando um juiz ou me perguntando onde estão os biscoitinhos. Não quero que pense que fui infeliz ao seu lado, nunca ouse pensar isso. Você foi tudo que eu sempre quis, mesmo com isso citado acima. Sem sombra de dúvida, você foi o mais paciente e o mais compreensivo. Nunca conheci alguém que respeitasse tanto a minha imaginação, que não se sentisse traído pelas minhas historias.
Você me disse que ninguém termina, ou dá um tempo em algo com tantos elogios. Disse isso e sorriu, sorriu bonito. E eu me senti feliz e mais segura por saber que você nem chegou a pensar que existia outra pessoa. Eu sou sua, e você sabia disso. Eu sei que você é o certo, você é o cara, o meu cara... Mas eu tinha que sair, fui sabendo que morreria de saudade.
Na primeira vez que esqueci a toalha na hora do banho, eu te gritei, lembrei que estava sozinha e sorri. Chorei meio que rindo, ou sorri meio que chorando. Resolvi voltar para o chuveiro, rindo e chorando. Deixei a agua bater na minha nuca. Senti saudade. Lembrei de nós. Sabia que se você estivesse aqui, eu te gritaria e você fingiria não ouvir, eu sentiria saia e sairia do banheiro nua, molhada e morrendo frio.  Irritantemente, você estaria na porta do quarto bloqueando a passagem e brigaria comigo e eu riria, você diria que eu ia secar o chão e a gente acabava transando, fazíamos amorzinho de corredor. Eu não sentiria mais frio. Mas de qualquer forma, eu secaria o corredor. Como agora, mas secarei sozinha, sem amorzinho e com frio.
Olha, eu te amo. E espero que você esteja bem. Obrigada por entender as minhas necessidades, por mais estranhas que elas sejam. Obrigada por confiar em mim. Quando você vier aqui, vai ficar doido, isso aqui tá a minha cara, e isso aos seus olhos, significa bagunça. Você nunca veio aqui, mas eu te sinto impregnado por todos os cômodos.
Eu estou bem, estou feliz de um jeito diferente, mas estou vazia de você.
O combinado é uma carta por semana, essa é a primeira de algumas, não sei ao certo quantas.
Eu te amo.
Até.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A Dani e o Du.


Eu estava lá, dentro do banheiro do restaurante, sentada, chorando, confusa. Eu preciso melhor, ele acabaria percebendo e eu não tinha uma explicação pra dar. Mas essas coisas não fazem parte do acordo. E eu sou sua. Merda! Sua.
“Caso alguém se apaixone, paramos!” Trato feito, palavras minhas, minha segurança boba, tão minhas quando essa paixão. O programa apenas começou e eu preciso estar bem, preciso conter essa saudade diferente, essa vontade toda. Preciso ouvir suas histórias, te ajudar com suas garotas, preciso inventar alguma história pra te contar, não posso deixar você pensar que estou só. E depois desses anos todos, aqui estou eu mentindo pra você.
E o que fazer com essa cara de choro? Vou dizer que sem querer esbarrei com o rímel no olho, e que o meu nariz esta assim por causa do desinfetante do vaso do banheiro, que me atacou a alergia. Quando ele me viu, perguntou aos risos se eu estava com dor de barriga,  eu mentalmente, respondi aos prantos que a dor era de amor. E então eu também sorri e contei a mentira. Eu sabia que ele não acreditaria em mim, e ele me obrigou a falar a verdade, então, tive que contar outra mentira.
Nossa amizade sempre foi a melhor, você sempre foi meu diário com pernas, meu melhor amigo, tudo era perfeito. E segundo ele, tudo esta melhor agora. Que somos dois sortudos, por que a gente transa com o melhor amigo. E que essa nova coloração da amizade, nos uniu mais. E Já na casa dele, ele resolveu lembrar da nossa primeira vez...
Ele surgiu na minha porta com duas garrafas daquele vinho barato que tomávamos quando eram adolescentes, na época que aprontávamos juntos. Conversai vai, conversa vem e o vinho acaba, você foi e pegou um whisky. O whisky acabou e eu acordei na minha cama, nua do seu lado. Inicialmente um pouco confusa, achando que tínhamos feito sexo. E isso era muito esquisito, tendo em mente que nunca nem tínhamos nos beijado. Permaneci imóvel até ele acordar. E eu fazendo toda a força do mundo pra lembrar. Então ele jogou o braço em cima de mim e me puxou pra perto, e nisso, eu percebi que você também estava nu. Continuei em silêncio, mesmo me aconchegando. Essa situação excitou a mim e a você, mas não exatamente nessa ordem.
- Du, a gente transou?
- Ainda não!
E me beijou. Eu já conhecia aquele corpo à muitos anos, mas nunca tinha o sentido, não daquele jeito. Deveria ter sido estranho, mas foi a coisa mais natural que eu fiz na vida. Eu sabia de tudo, você sabia de tudo. Eu poderia até detalhar tudo, o carinho, a sincronia, a força, a delicadeza, a brutalidade...
Eu não sabia se estava sentindo tudo certo, eu deveria estar tão tranquila? O Du estava passando os lábios nos meus seios que ele viu crescer, eu estava lambendo aquele corpo que eu acompanhei o crescimento. Eu deveria achar isso normal?
- Deveríamos ter feito isso antes. Por que não pensamos disso antes? Agora somos fodas em tudo!
- Eduardo, a gente transou!
- Vem, vamos de novo!
Dessa vez foi mais forte, mais firme, mais rápido... Mais fundo, mais intenso.
-Edu, a gente transou, de novo.
- É Dani, a gente ESTÁ transando. (risos)
E assim tudo começou, a nossa amizade continuou linda, o nosso sexo é ótimo... Até eu me encontrar chorando no banheiro de um restaurante, entalada com sentimentos que eu não gostaria nem de imaginar, com palavras que eu não gostaria nem de pensar. Eduardo é o meu melhor amigo, eu não posso estragar tudo. Eu preciso conseguir um jeito de virar daltônica pra enxergar menos essas novas cores da nossa amizade. Merda, sou sua!
Ele me conhece a tanto tempo, será que ele não vê que eu estou apaixonada? Não dá pra ver no meu olhar nem sentir pelo meu beijo? Porra Du, eu to perdida aqui!
Eu já estava querendo muito você, querendo meu amigo, meu homem, querendo sexo, querendo parar de ver cores. Mas o trato é “Caso alguém se apaixone, paramos!” Minhas palavras, meu trato. Eu me apaixonei, mas não posso parar, sem você eu não consigo nada.
Eu não falarei nada, não darei nenhum sinal, eu ficarei apenas esperando, chorando em banheiros de restaurantes, tendo esperança que você consiga ler isso nos meus olhos. Porra, Du, meu amigo a anos, vamos se ligar mané.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Querendo.


Eu queria aqui, quero agora. Nesse dia frio, quero calor, o calor do teu cheiro.
Quero olho no olho, quero suor, teu suor em mim, misturado. Quero palavras de afeto, quero carinho. Eu quero força e sensibilidade. Firmeza e vigor. Quero conchinha depois do sexo, quero bom dia de amor. Quero agora. Quero seus olhos na minha’lma, quero meu vazio sendo fortemente preenchido por você. Quero a doçura da saudade e o veneno do ciúme. Seu folego, quero em meu ouvido, seus suspiros. Quero amor, quero já! Quero pra sempre, até acabar. Seus músculos e a sua pele arrepiada, seus desejos. Quero firme, rígido, até não aguentar mais. Quero tua dor, minha dor. Quero ser amada, te amando, fazendo, sendo.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Seria bom.

Eu poderia te ligar, assim como quem não quer nada, dizer que acabei de ver um rapaz usando uma blusa horrorosa, super parecida com aquelas que você adora. Lembrei de você na hora e resolvi te ligar, diria que estou num restaurante perto da sua casa e pediria pra você vir me encontrar. Você demoraria mas chegaria, e então eu poderia me humilhar mais um pouco. Seria estranho eu estar em um restaurante tão perto da sua casa e tão longe da minha, mas caso fosse questionada sobre isso, eu daria de maluca.
Você me faria rir, me sentir boba e sem saber o que fazer, e então você assumiria o controle. Me perguntaria onde está o cara que quer roubar seu estilo, para poder parabeniza-lo pelo bom gosto. E eu ria constrangida pela minha mentira descarada.
Começaria a contar suas histórias de macho e eu morreria de ciumes. E eu continuaria amando seu jeito machista, e caso fosse possível, até um pouco mais.
Você se sentaria à minha frente, por que assim, poderia me olhar nos olhos, rir das minhas caras e dizer que gosta do jeito como te olho. Eu prefiro você ao meu lado, ao alcance das minhas mãos, preciso ter você perto.
Antes de ir me avisar que tem que ir embora, você olharia no fundo dos meus olhos e riria pra mim.
Eu me faria de rogada e pediria pra você ficar e você não seguindo a mesma linha, me convidaria pra ir com você. E eu iria. Sim, eu iria sem resistir ou debater, estaria entregue. Sentaria no banco na frente do seu carro, lugar que sempre julguei como meu, pelo simples azar de ainda ser tua. Depois de escolher o caminho mais longo, você começaria a me provocar, me torturaria sem me tocar até chegarmos a sua casa. E nessa hora, meu corpo já estaria pulsando, gritando seu nome. Então você me olharia com olhos famintos e calmos, alisaria minhas costas, mexeria na minha nuca e me pediria calma, com o tom mais irônico possível. Me lamberia o pescoço, sussurraria coisas inconfessáveis em meu ouvido, morderia minha nuca e me beijaria a boca. Levantaria e iria pegar vinho pra nós, vinho tinto e doce. Perguntaria o motivo de eu estar me segurando, dizia que não entendeu esse meu jogo e me mandaria beber pra relaxar. Eu sei que ele gosta do jeito que fico, quando fico altinha de vinho. Me puxaria os cabelos, me vasculharia a alma e sorriria, como se pudesse ler meus pensamentos. Me deixaria pequena presa em tuas pernas, me faria ser gigante quando me colocasse por cima, você comandaria eu seria cada vez mais sua. E entre as minhas pernas eu te tornaria um pouco mais imortal. Você dominaria meu corpo, seu corpo, nossos corpos, um corpo. Me morderia, apertaria e até me xingaria. Você ia me torturar, me enlouquecer, me humilhar e fazia implorar por mais, pra sermos um só corpo de novo.
Eu teria vontade de gritar, e com o corpo totalmente sensível você seria mais forte, mais fundo, me fazendo sentir e assistir você transformar o meu mais puro sentimento em simples luxuria. Resumindo todo meu amor em sexo. E chegaríamos juntos, forte e intensos. E eu veria o meu desejo trasbordar, minhas forças sumirem e minha felicidade exalar, porque eu estaria lá, consumando o fato de ser sua, te amando. Enquanto você, jogaria o fruto do seu de desejo no lixo, dentro de uma camisinha. Me viraria de bruços, deitaria sobre minhas costas, me morderia, respiraria ofegante em meu ouvido e diria que somos ótimos nisso. E eu me sentiria usada e útil, vazia e feliz, até dormirmos...
Mas eu não vou te ligar mesmo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Vi e Tavinho

-Amiga, estou apaixonada!
    -Que bom.
    -Mas tem um problema...
    -Sempre tem.
    -Não, é serio. E é um problemão.
    -Hum, conta.
    -Assim, eu estava saindo com dois caras, e meio que... me apaixonei pelos dois.
    -Milla, não dá pra se apaixonar por duas pessoas ao mesmo tempo.
    -Eu também não acreditava nisso, mas aconteceu comigo. É muito estranho, não sei como lidar. É tudo muito novo pra mim.
    -Tá. Me explica isso.
    -Eles são super diferentes. Cada um me completa numa coisa sabe?
    -Sei...
    -Então, o Vi é todo lindo, um amor comigo, cuida de mim, é preocupado, engraçado, bom de papo, romantico, é mão aberta, todo perfeitinho. Pra casar mesmo.
    -Mas?
    -O sexo não é bom.
    -Sabia que tinha alguma coisa errada!
    -Já o Tavinho, é todo grosso, todo idiota, é o oposto do Vi. Tem uma cara de macho, um jeito de macho e manda muito bem na cama. Nós temos uma química MUITO intensa.
    -Calma! Amiga, você está dando pros dois?
    -Ué Patty, eu tô. Estou saindo com eles a 3 meses. Uma hora eu tinha que dar.
    -Tá. Deixa eu me atualizar aqui...  Você se sente melhor com quem?
    -Depende, o que vamos fazer?
    -Passar o tempo juntos.
    -O Vi, com certeza! Poderia passar horas conversando com ele.
    -E pra fazer sexo?
    -Taviiiiiiinhoo! Só de pensar na possibilidade, já fico com vontade.
    -Milla, agora pensa nisso que você acabou de me falar.
    -Hum...
    -Consegue chegar a alguma conclusão?
    -Claro! Eu preciso dos dois, me apaixonei pelos dois!
    -Eu tenho uma solução ótima! Pegamos o Vi e Tavinho batemos no liquidificador e criamos seu homem perfeito o que acha?
    -Patrícia, você é muito idiota!
    -Amiga, é tudo muito simples. Você quer uma solução. Tá pronta pra ouvir?
    -Não, mas fala!
    -Você não está apaixonada por nenhum dos dois. Você gosta do cérebro do Vi e o pau do Tavinho. E como você não gostou da minha ideia do liquidificador, é melhor terminar com o Vi. Por que amor sem sexo é amizade. Poupe o tempo de cara e pare de pare de fazer sexo em troca de um bom papo. Carente. E continue dando pro Tavinho, afinal de contas, não achamos um bom sexo com em qualquer esquina.
    -Ai, amiga, Você tem razão...
    -Eu sei. Eu sempre tenho.